INCENSO NA IGREJA

O QUE É O
INCENSO?
Substância seca, resinosa, aromática, de cor amarela, de gosto amargo e
picante, mas extremamente odorífera. A árvore, de onde se extrai a goma por
incisão na casca, cresce na Arábia e na india. Chama-se, também, incenso ao fumo
que se eleva pela combustão daquela substância aromática. Há duas palavras
hebraicas que se traduzem por incenso - uma significa propriamente a espécie de
goma - a outra refere-se ao fumo que sai do sacrifício e do incensário. o
incenso era oferecido, ou juntamente com outras oblações (como em Lv 2.1), ou só
sobre o altar do incenso (Êx 30.1 a 9), ou num incensário (Lv 16.12 - Nm 16.17).
A preparação do incenso acha-se descrita em Êx 30.34 a 38 - e as ocasiões
cerimoniais para queimar o incenso em Êx 30.7,8 - igualmente no dia da expiação
era posto o incenso sobre o fogo (Lv 16. 12, 13). No N.T. é somente mencionado o
incenso em relação com o culto do templo (Lc 1.10, 11), e no Apocalipse (5.8 -
8.3,4 - e 18.13). os seus vapores aromáticos eram considerados símbolo da oração
que sobe até Deus (Sl 142.2 - Ap 5.8 - 8.3, 4), dando, de certo modo, uma idéia
da perfeição de Deus nos vários elementos que entravam na sua composição. Também
eram uma manifestação típica da intercessão de Cristo.
Durante os quatro
primeiros séculos da igreja cristã não há indicio algum do uso do incenso no
culto cristão, embora isso fosse vulgar nos serviços religiosos do paganismo. o
uso do incenso em fumigações apareceu mais tarde, constituindo depois um rito.
Entre os
Hebreus (com referência no Velho Testamento)
O uso do incenso teve desde a antigüidade um sentido de purificação e
proteção. Para os egípcios ele constituía uma forma de manifestação da
divindade. No culto dos mortos via-se no uso do incenso um guia para a vida
do além.
A partir do momento em que o incenso começou a entrar nos rituais -
provavelmente inspirados pelos babilônios - conquistou um papel cada vez
mais importante na adoração de Deus.
Aos poucos, no contexto de uma religiosidade mais espiritual, o incenso
tornou-se símbolo da oração que se eleva a Deus, significando também a
adoração prestada aos deuses.
O sacrifício do incenso e a adoração identificam, sendo ambos um sacrifício
a Deus. Existem numerosas referências contidas no Antigo Testamento a
respeito do incenso fazem supor que também entre os hebreus daquela época o
uso do incenso era tradicional. Hoje os cientistas são unânimes em dizer que
era apenas em torno do século VII antes de Cristo que os judeus incorporaram
o incenso em seus rituais.
Inicialmente, o incenso constava poucos ingredientes -
óleo de mirra, gálbano e olíbano puro. Seu preparo era reservado aos sacerdotes e acontecia
de uma maneira sublime e secreta.
Eis as medidas passadas por Deus à Moisés segundo a Bíblia (Velho
Testamento):
Êxodo 30:34 - Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas:
estoraque, onicha e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de
cada uma delas tomarás peso igual; 35 e disto farás incenso, um perfume
segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo; 36 e uma
parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da
revelação onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. 37 Ora, o incenso
que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo vos
será para o Senhor.
Queimava-se incenso durante os sacrifícios.
Embora a base
teórica seja até certo ponto interessante, é importante lembrar que o incenso
faz parte da Lei Cerimonial no Antigo Testamento.
Vale lembrar também que os irmãos do AT eram judeus e não cristãos. Assim como
há em nossos dias a febre do cristianismo judaizante que é a implantação de
elementos judaicos nos cultos cristãos como por exemplo o Shofar, castiçal, kipá
(solidéu) etc, há também a intenção de restauração de elementos mosaicos no
culto em nossos dias.
O incenso que é
um elemento da Lei Cerimonial (mencionada acima) é um objeto usado em conjunto
com o sacrifício, ou seja, se Deus restaurasse este ato em nossos dias, também
seria preciso restaurar o sacrifício, coisa esta que não se faz necessária
devido a morte sacrificial de Cristo.
Se eu como pastor
coloco em minha congregação um incenso, é como se eu quisesse restaurar as Leis
e automaticamente inviabilizaria a morte de Cristo.
Uma coisa
interessante é como ainda hoje as pessoas estão totalmente ligadas às Leis
Mosaicas. Aí você pode perguntar, más as Leis não são mais necessárias?
Eu respondo:
-Claro que são.
Porém existe um
remédio maravilhoso para se "libertar" das Leis. Sabe o que é?
A GRAÇA
A Bíblia diz que a Lei veio antes da graça, bem sabemos que era aplicada e alias era a base do Antigo Testamento, quando recebemos a Graça que é o Novo Testamento, passamos a desfrutar desta maravilhosa Graça e não estamos mais debaixo da Lei. E como diria o Apostolo Paulo! Devemos pecar então por não estarmos debaixo da graça? E ele mesmo responde: De modo algum (...)
Romanos 6:14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.15 E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum! (RA)
14 O pecado não dominará vocês, pois vocês não são mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus.15 O que é que isso quer dizer? Vamos continuar pecando porque não somos mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus? É claro que não! (NTLH)
Quando Deus através de seu filho rasgou o véu
Mt 27:51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;Poderíamos falar horas sobre este assunto más creio que o que Deus fez já é mais do que suficiente para que entendamos sua vontade. Não vamos achar que João na ilha de Patmos (Ap. 8:3) disse ou se quer insinuou que seria necessário voltar a acender incenso nas igrejas para que isto seja o cheiro de nossas orações. Pra estes, recomendamos que matricule-se o mais rápido um bom curso de Teologia. Caso queira recomendamos o Seminário Teológico ABA.
Autor - Pr. Robson D. Masselli D.D.
pr.robson@shekinansp.com.br